Ex-engenheiro da Uber é acusado de roubar segredos do Google


O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) acusou um ex-engenheiro do Google e Uber de roubar segredos comerciais do Google relacionados à divisão de carros autônomos da empresa Waymo.

A acusação

Talvez você saiba quem é Anthony Scott Levandowski, uma das pessoas que está por trás da criação do novo conceito de viagem, o Uber. O engenheiro de 39 anos de idade foi indiciado pelo advogado dos Estados Unidos David L. Anderson em San Jose. Segundo o Departamento de Justiça, Levandowski foi acusado 33 vezes de roubo e tentativa de roubo. Se for considerado culpado, Levandowski terá que cumprir dez anos de prisão e receberá uma multa de US $ 250.000 mil dólares como compensação, o equivalente à pouco mais de 1 milhões de reais.

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A acusação diz ainda que Levandowski teve relações com duas outras empresas - Tyto LiDAR LLC e 280 Systems, Inc. (que eventualmente se tornou Ottomotto).

O caso Levandowski

O processo diz que Levandowski, antes de deixar o Google em 2016, roubou arquivos de engenharia, manufatura e comerciais, que foram associados à tecnologia LiDAR (Light Detecting and Ranging) do Google.

Os arquivos incluíam informações como esquemas da placa de circuito, instruções para instalar e testar o LiDAR e um documento de rastreamento interno. Após sua saída do Google, Levandowski fundou sua empresa de caminhões autônomos, que foi vendida à Uber por cerca de US $ 700 milhões, totalizando quase 3 Bilhões de reais. O Google alega que o Uber usou a mesma tecnologia LiDAR que pertence ao Google. Para ressaltar, o Waymo do Google entrou com uma ação contra a Uber em 2017, alegando que Levandowski havia roubado cerca de 14.000 documentos do Google.

Após o processo, o Uber demitiu Levandowski em 2017, sugerindo que ele era um problema para a empresa. O Uber até negou que não usasse nenhum dos arquivos roubados por Levandowski do Google.

Um pouco de história

Para quem não sabe, Levandowski estava entre os fundadores associados à divisão Waymo. Ele faz parte do segmento autônomo desde 2009, após sua demissão por motivos desconhecidos.

O veredito ainda não foi anunciado. Portanto, fique atento para mais atualizações.

Fonte: U. S. Department of Justice

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